Quem sou eu

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Um ser humano simples com defeitos, virtudes e que a cada dia procura viver de uma forma mais coerente possível para ser feliz. Sou cadeirante desde 1977 devido a poliomielite (Paralisia infantil), blogueiro, ex Locutor do telemensagem Shalom,Palestrante, presidente da A.D.C.C.-ASSOCIAÇÃO DOS CADEIRANTES DE CARUARU, Ex bailarino,ex secretário e conselheiro do COMUD- Conselho municipal de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ESTUDANTE DE ECONOMIA NA UFPE CAA(Passei a emoção é inexplicável)! Primeiro cadeirante aprovado e sem cota em ampla concorrência. Membro do NACE-Núcleo de Acessibilidade da UFPE-CAA. Estudante em pesquisa de extensão em Direitos Humanos-UFPE CAA e Secretário do DA-Diretório Acadêmico do curso de Economia-UFPE,CAA

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

"Ele é um milagre", disse Willian Farias sobre o filho com paralisia cerebral

O capitão do Vitória, Willian Farias, além de um guerreiro dentro das quatro linhas, também é fora do campo. Ao jornal Correio da Bahia, o jogador falou sobre o drama que vive o filho, o pequeno Enzo Gabriel, de somente 2 anos de vida.
“Ele nasceu perfeito. Com 40 dias, teve uma doença autoimune. Ele ficou com os níveis de plaqueta e hemoglobina muito baixos, ficou muito debilitado e, quando foi fazer uma transfusão, teve uma parada cardiorrespiratória. Ele ficou quase meia hora sem respirar. Os médicos depois de 10 minutos desistem, porque a criança não tem mais chance ou pode lesionar muito. Mas não desistiram dele. Meu filho é um milagre”, disse o jogador.
Willian Farias ainda conta que estava fora do Brasil quando Enzo enfrentou a primeira batalha: “Quando ia voltar para o Brasil, a delegação voltaria pela tarde e minha passagem era a única para a manhã. Ali eu tive medo. Cheguei, meu filho foi colocado em coma induzido, na UTI, eu não sabia o que estava acontecendo direito. Procurei a médica e pedi para me contar tudo. Quando perguntei das sequelas, ela disse ‘não sei nem se seu filho vai sobreviver. Em qualquer momento posso te ligar e dizer que ele veio a óbito’. Foi um tombo”.
Atualmente Enzo faz fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. À reportagem, Farias ainda afirmou que tem o sonho de abrir uma clínica de reabilitação, em Salvador, para crianças com paralisia cerebral.
FONTE-redacao@varelanoticias.com.br


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Aposentadorias de deficientes e por invalidez sofrerão redução de valor com Reforma da Previdência


A reforma da Previdência proposta pelo governo federal e que está em discussão no Congresso Nacional prevê o fim das aposentadorias integrais para trabalhadores que ficam incapacitados (aposentadoria por invalidez), a não ser em caso de acidente de trabalho. Pelas regras atuais, o trabalhador que fica incapaz de trabalhar por qualquer motivo: acidente de trabalho, acidente de trânsito ou doença tem direito a benefício equivalente à 100% da média do salário de contribuição, limitado ao teto. Após a reforma, apenas os que tiverem sofrido acidente de trabalho terão direito a benefício integral. Os demais (trânsito, vítima de violência ou doença) terão 51% do valor do benefício com mais 1% por ano de contribuição.

Com as mudanças, portanto, um trabalhador que fique inválido após um acidente de trânsito, por exemplo, e que tenha 10 anos de contribuição em vez de ter 100% da média do benefício passará a ter 61% da média. Digamos que o salário médio seja de R$ 2.500. Este trabalhador passaria a receber R$ 1.525, uma diferença grande para quem contribuiu mas já não pode mais trabalhar.


Além disso, o trabalhador que se aposentar por invalidez após acidente de trabalho também sofrerá uma redução no valor. Isso porque a regra atual faz a média de salários descartando 20% dos salários menores, elevando o valor do benefício. Já com a reforma, o valor será obtido pela média de todas as contribuições, sem tirar os 20% menores salários.


Pessoas com deficiência

A reforma da Previdência também penaliza os deficientes, elevando de 15 para 20 anos o tempo de contribuição mínimo para a aposentadoria por idade das pessoas com deficiência. Segundo dados do Movimento das Pessoas com Deficiência atualmente a média salárial de pessoas com deficiência é de 85% do valor do salário. Com a reforma, a média do benefício passaria a  71% com cinco anos a mais de contribuição.

FONTE-R7

Airbnb compra startup de hospedagem para pessoas com deficiência

O Airbnb pode se tornar um serviço mais amigável a pessoas com deficiências. O site de hospedagem anunciou a compra da startup Accomable, focada em locais com acessibilidade para hóspedes com necessidades especiais. Fundada em Londres, a empresa atua em mais de 60 países e deve ajudar o Airbnb a melhorar seus filtros e ofertas de locais adaptados.

Embora os detalhes financeiros da aquisição não tenham sido revelados, a Accomable revelou as mudanças decorrentes da operação. Em primeiro lugar, o site da startup deixará de existir e a equipe trabalhará para melhorar os recursos de acessibilidade e filtros do Airbnb. Além disso, serão desenvolvidas novas políticas para se assegurar de que as informações são as mais precisas possíveis para o público com deficiência.

Ainda segundo o Accomable, a equipe focará ainda na expansão da oferta de quartos acessíveis para o público. Atualmente, o time conta com 1.100 locais disponíveis em mais de 60 países, incluindo o Brasil. Todos os parceiros serão convidados para migrar para o Airbnb. As reservas atuais serão mantidas e poderão ser gerenciadas pelo site de acomodações com acessibilidade.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,2% da população brasileira possui algum tipo de deficiência: auditiva, visual, física ou intelectual. Já de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um bilhão de pessoas no mundo vive com algum tipo de deficiência.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

7 COISAS QUE NÃO SE DEVE FALAR OU FAZER COM UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA






Não trate pessoas com deficiência como especiais, coitadinhos ou heróis



A pessoa com deficiência não tem "superpoderes" de superação, não espera ser exemplo nem é menos do que os outros indivíduos. A condição de deficiência é apenas uma entre tantas outras características que a constitui como indivíduo.



Não infantilize a pessoa por causa da deficiência



Tratar alguém com deficiência como criança é subestimar sua autonomia e sua capacidade de compreensão e de decisão. Converse com ela de acordo com sua faixa etária.



Não evite falar com a pessoa, dirigindo-se a quem está ao lado dela


Pergunte diretamente ao indivíduo a melhor forma de atendê-lo ou ajudá-lo. Jamais se dirija ao acompanhante de uma pessoa que aparenta ter um impedimento para tratar de assuntos referentes a ela. Ao falar com um cadeirante, por exemplo, o ideal é se abaixar para conversar na mesma altura que ele. Se a pessoa, por qualquer motivo, não conseguir se fazer entender, pode ter certeza de que quem está com ela irá se manifestar em seu lugar.


Não ache que uma pessoa com deficiência precisa sempre de ajuda


O melhor a fazer é perguntar se a pessoa precisa de ajuda e como você pode ajudá-la. Para colaborar com um cego no metrô, por exemplo, ofereça um ombro como apoio, nada de puxá-lo pelo braço. Tocar na roupa do indivíduo, na cadeira de rodas, muleta ou bengala sem consentimento é grosseria e não solidariedade.



Não faça perguntas íntimas por curiosidade


Se você não perguntaria a um desconhecido qualquer sobre sua vida sexual, não faça isso com uma pessoa com deficiência. Também contenha a vontade de questionar se a pessoa nasceu com a deficiência ou se a adquiriu. Ao estabelecer uma relação com o indivíduo, ele decidirá se contará sua história, como e quando.



Não subestime a capacidade da pessoa de aprender e/ou entender


Toda pessoa aprende, sejam quais forem suas particularidades intelectuais, sensoriais e físicas.

Livre-se do pensamento de que pessoas com deficiência querem privilégios



Essa busca pela redução e eliminação de barreiras não é uma construção de privilégios e, sim, uma adequação dos espaços e das relações para a equiparação de oportunidades. Rampas e elevadores, por exemplo, permitem a livre circulação de todas as pessoas. Pensar em espaços acessíveis favorece a autonomia de todas as pessoas, incluindo aquelas com alguma deficiência ou mobilidade reduzida.

FONTE-UOL




sábado, 18 de novembro de 2017

A solidão da mãe de uma criança com deficiência: "Não sou Especial!"


A jornalista e escritora Andréa Werner, 41, viu sua vida se transformar há nove anos, quando deu à luz Theo, um menino autista. Desde então, interpretou o diagnóstico como uma espécie de atestado de óbito, superou o luto, perdeu amigos, sentiu uma solidão profunda e encarou inúmeros preconceitos para inseri-lo no mundo. Em escolas regulares, viu crianças como ele serem tratadas como "autistas de estimação" Hoje, ela celebra os aprendizados ao lado do filho, mas teme deixá-lo após a morte. Leia o relato dela:


“Engravidei do Theo, meu primeiro e único filho, em 2007, dois meses depois de me casar. Eu tinha o sonho de me tornar mãe e, naturalmente, ele se tornou uma criança muito esperada por toda a família. Nossos pais estavam ansiosos pelo primeiro neto. 


A gravidez foi muito tranquila, sem nenhuma intercorrência. O Theo nasceu grandão, com 53 cm e quase 4 kg. O desenvolvimento enquanto ele era bebê foi aparentemente normal. Aos 5 meses, falou ‘papai’, aos 6, ‘mamãe’. Desinibido, começou cedo a cantar uns pedacinhos de música, gritava, batia palmas.


Primeiros sinais com 1 ano À medida que ele se aproximava do primeiro ano de vida, as coisas começaram a mudar. Theo foi perdendo as habilidades que tinha adquirido. No primeiro aniversário, não bateu palminhas durante o parabéns.Para nós, era só uma questão de personalidade forte. 

Aos dois anos, ele entrou na escolinha e as professoras notaram uma falta de interação com as outras crianças, contato visual precário e fixação por objetos em movimento. Logo,veio um pedido da escola para que fizéssemos uma avaliação com um neurologista. Foi aí que recebemos o diagnóstico: Theo é autista. 'Tem cura?' Essa foi a minha primeira reação.

É um momento de luto Senti como se meus sonhos tivessem acabado. Era como se meu filho tivesse morrido ali. A urgência imposta pelos médicos quanto ao tratamento, com a justificativa de que o cérebro da criança se desenvolve muito até os três anos. Digo que é como trocar o pneu com o carro andando. Estava sofrendo muito, mas tive que correr atrás dos melhores profissionais que pudessem ajudar meu filho.


Fonoaudiólogo, psicóloga, terapia ocupacional... O Theo já fez de tudo um pouco. Consultar um psicólogo ajuda a lidar com situações completamente desconhecidas como essa. É difícil sair de um luto sozinha. Alguém precisa te mostra a luz no fim do túnel.


Ser mãe de um autista é um processo solitário 

Assim que o diagnóstico chega, você deixa de ser uma mãe comum e se torna a ‘mãe especial’, aos olhos dos outros. Aquela que ‘tem uma força fora do normal’ e foi ‘predestinada a essa função’. As pessoas me olham com dó. Já cheguei a ouvir que ‘Deus não dá um fardo mais pesado do que se pode carregar’. É preciso parar de romantizar a maternidade de modo geral.

Muita gente, sem saber como agir, se afasta. Perdi amigos que não sabiam o que falar naquele momento difícil, e essa uma situação pela qual muitas mães passam. Se mostrar solícito e se fazer presente é tudo o que a gente precisa.

Essa sensação só se reverteu com a rede de apoio de mães de crianças autistas que se construiu ao meu redor. Por meio do blog ‘Lagarta Vira Pupa’ e das redes sociais, encontrei mulheres que, assim como eu, se sentiram diminuídas e tiveram sua autoestima completamente abalada com o isolamento. Elas se tornaram minhas melhores amigas.




terça-feira, 14 de novembro de 2017

‘Parei o trânsito’, diz cadeirante que fez protesto por acessibilidade em Caruaru

Um protesto chamou a atenção dos moradores no Centro de Caruaru. Um cadeirante revoltado com a falta de acessibilidade no transporte público parou em frente a um ônibus de uma empresa de transporte coletivo da cidade, impedindo a passagem do veículo. Algumas pessoas se juntaram a ele e pediram melhorias no serviço oferecido na cidade.
O caso aconteceu no inicio da noite desta segunda-feira (13) e foi registrado por nossa equipe de reportagem. O cadeirante Wallison, que inicialmente parou sozinho em frente ao veículo, afirma que faltam elevadores nos ônibus que faz a linha Centro ao Residencial Luiz Bezerra Torres.
“Toda vez que saiu do trabalho e venho pegar o ônibus, eles sempre não estão adaptados, a cada seis ônibus um tem acessibilidade. Eu tenho que ficar mais de uma hora esperando outro circular, disse o usuário Wallison.
Uma guarnição da PM esteve no local e convenceu o Wallison liberar a via, a Destra também esteve no local.
Fonte-No detalhe
https://nodetalhe.com.br/parei-o-transito-diz-cadeirante-que-fez-protesto-por-acessibilidade-em-caruaru/

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Linhas de ônibus passam por alterações aos sábados em Caruaru; confira


A partir do sábado (11), as linhas de ônibus Caruá, UFPE, Polo Caruaru, Rendeiras e São José vão fazer um desvio de itinerário na área central de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. No horário das 10h às 14h, essas linhas não atenderão paradas como as das ruas Duque de Caxias e 15 de novembro.


De acordo com a diretora de Trânsito e Transportes da Destra, Adriana Leite, essa alteração atende dois objetivos. “Nós vamos evitar possíveis atrasos na programação da operação dessas linhas, em virtude do grande fluxo de veículos no Centro da cidade, em especial nos últimos sábados do ano. Além disso, também queremos restringir o acesso de veículos de grande porte naquela área durante esse período”, afirmou.


A medida é de caráter experimental e segue até o último sábado de dezembro e, dependendo do resultado, poderá ser expandida para outras linhas e tipos de veículos de grande porte.

Mudanças

Linhas Rendeiras e São José: Entre 10h e 14h não atenderão as paradas das ruas Duque de Caxias, 15 de novembro e 07 de Setembro.

Linhas Caruá, UFPE e Polo Caruaru: Entre 10h e 14h não atenderão as paradas das ruas 15 de Novembro, Avelino Florêncio e Manoel de Freitas.

FONTE-G1 CARUARU